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domingo, 19 de agosto de 2012
Mary e Max (Mary and Max) 2009
Não sou muito de assistir animações, mas concordo que as vezes há algumas que nos surpreende tanto, que passa a fazer parte da lista de melhores filme. Com Mary e Max não foi diferente. Procurando filmes pra ver na lista top 250 do IMDB encontrei essa animação que não conhecia até então.
Baseando-se em uma história real, o diretor australiano Adam Elliot dá vida, em stop motion, a história de dois amigos que se correspondem por carta. Mas não se engane, apesar de parecer um animação fofa para crianças, Mary e Max trata quase exclusivamente de conflitos adultos, relações problemáticas, necessidade de amor e o quanto o mundo é estranho. Mas nem tudo é drama, o filme tem ótimas cenas cômicas, situações engraçadas, irônicas do dia a dia e um pouco de humor negro, pra quebrar a tensão.
Ela uma garotinha feia e triste de 8 anos que mora no subúrbio de Melbourne, tem o pai ausente e a mãe alcoólatra. Ele um judeu de 44 anos, obeso, solitário, mora em Nova York e com portador da Síndrome de Asperger. Em um acaso do destino passam a se corresponderem. O cenário do filme é muito rico, e bem trabalhado. Os personagens que são meio caricatos, propositalmente, talvez pra exemplificar que as pessoas não são perfeitas.
O filme lembra em alguns momentos O fabuloso destino de Amélie Poulain, seja nas relações, simplicidade dos diálogos e a sempre presente narração. Assim como no filme de Jean Pierre Jeunet, no filme predomina-se apenas duas cores, porem de uma forma mais triste. Cinza de Nova York e o Marron da Austrália, com pequenos detalhes em cores. Há outras referencias que podemos ver como Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo dentre outras.
E apesar de ser um filme de massinha, os personagens conseguem passar toda a emoção, acredito que até mais que se o filme fosse com pessoas reais, e como o próprio personagem define: "A vida de todo mundo é como uma longa calçada. Algumas são bem pavimentadas, outras, têm fendas, cascas de banana e bitucas de cigarro."
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Cadillac Records (Cadillac Records) 2009
Agora vai aqui um ótimo filme, principalmente para quem gosta de música. A trama principal gira em torno da Chess Records, uma pequena gravadora de Chicago durante os anos 50 e 60 especializada em Rithm & Blues e que foi responsável por lançar grandes nomes da música como Muddy Waters, Little Walter, Howlin' Wolf, Willie Dixon, Etta James, Chuck Berry.Leonard Chess, um imigrante polonês branco monta um bar, e dá oportunidades aos negros de se apresentarem em seu bar, em uma época com grande segregação racial. Em pouco tempo monta sua gravadora, que rapidamente cresce muito, atendendo a um mercado que outras gravadoras até então não queria, talvez por racismo e tambem por moralismo, uma vez que as letras tinham uma forte carga erótica. Chess, que é interpretado por Adrien Brody (O pianista), vai conduzindo os negocios e enriquessendo as custas de seus artistas, porem ao mesmo tempo mostra-se um bom amigo, havendo envolvimento emocional com seus talentos. Fica a dúvida no ar, se Chess seria um explorador ou alguem que dava oportunidade a quem na época não teria.
O filme é escrito e dirigido por Darnell Martin, afro-americada do Bronx . Já dirigiu alguns espisodios de seriados como Plantão Médico e Lei e Ordem, e tambem o filme "Aos olhos de Deus". Darnell escalou um bom elenco, principalmente de musicos como Beyonce no papel de Etta James e Mos Def interpretando Chuck Berry, pra não falar na ótima trilha sonora.
Sonhos Roubados (Sonhos Roubados) 2009
Há meses que não escrevo, e da um aperto no coração pensar que o blog está agora largado as traças.Vou tentar agora falar de todos os filmes que assistir começando com um filme que assisti ontem, Sonhos Roubados, da carioca Sandra Werneck. O filme volta com o assunto tratado no documentário Meninas, que Sandra dirigiu em 2006, documentário esse acompanha a vida de quatro garotas adolescentes que moram na periferia e engravidam. A partir dai vamos acompanhando as relações com a família, namorados, maternidade e uma nova vida que são forçadas a viverem, abandonando bruscamente a infância/ adolescencia e lidando com a maternidade.
Agora a diretora questiona o assunto na ficção, baseando-se no livro "As meninas da Esquina", de Eliane Trindade e utilizando uma favela carioca como fundo, conhecemos a vida de 3 amigas durante 1 ano. Jéssica (Nanda Costa), Daiane (Amanda Diniz) e Sabrina (Kika Farias), cada uma delas com seus problemas e sonhos.
O filme trata de assuntos como abuso sexual, gravidez precoce, prostituição dentre outros temas fortes, porem não faz isso de forma exagerada, como disse a diretora: "Sonhos Roubados trata do ser humano. Meu cinema se interessa pelas relações interpessoais. Essas meninas estão por aí, são a nova geração de brasileiras".
O filme foi exibido no festival do Rio ano passado (2009), e saiu de la com o prêmio do Juri popular, premiando Nanda Costa como melhor atriz.
Apesar da favela estar sendo um cenário comum retratado em vários filmes anteriores, Sonhos Roubados se diferencia por podemos ver um olhar diferente até então, que é do universo feminino sobre a realidade do nosso Brasil.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Eu Sou um Cyborg, Mas Tudo Bem. (Saibogujiman kwenchana) 2006
A Coreia está me surpreendendo com ótimos filmes que ando assistindo ultimamente, principalmente graças aos diretores Park Chan-Wook e Ki-duk Kim. E falando em Park Chan-Wook, diretor da ótima trilogia da vingança (Mr. Vingança, OldBoy e Lady Vingança), foi ele também que dirigiu e escreveu o roteiro de Eu Sou um Cyborg, Mas Tudo Bem. No filme, nada de vingança como é costume do diretor e sim uma bela história, original, bem humorada e com um pouco de humor negro que se passa em torno de Cha Young-goon, que é hospitalizada em uma clínica psiquiátrica por acreditar ser um ciborgue (Ser que é dotado de partes orgânicas e mecânicas). Alem de Cha Young-goon, também conhecemos vários personagens que têm interlocutores imaginários com doenças que se pode observar, são frutos de algum trauma. Percebemos diversas cenas que intercalam entre o real e o imaginário. O diretor soube trabalhar bem a imaginação dos personagens com cenas poéticas e cheia de cores que embarcam na fantasia. O elenco também foi muito bem escolhido e destaque para a ótima narrativa, bem no estilo de OldBoy. Park Chan-Wook também está com filme novo na área, Sede de Sangue (Bakjwi), mas que fica pra um outro post.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Abraços Partidos (Abrazos Rotos) 2009
Abraços partidos é um filme que poderia se tornar algo meio galhofa não estivesse nas mãos de Almodóvar. Porem ao seu comando a mais confusa das histórias, sempre acompanhada de melodrama e humor, não apenas vai se encaixando e fazendo sentido como também consegue tocar o fundo da alma.O filme, mistura de gênero noir e o melodrama lembrando Hitchcock, se passam em torno do escritor Mateo Blanco, que faz uma narrativa contando sobre sua carreira, quando adotou o pseudônimo de Harry Caine, um escritor cego.
Assim como em outros filmes, temos presente uma metalinguagem aqui. Um filme dentro do filme, nesse caso Garotas e Malas filme do personagem Mateo Blanco, típica comédia melodrama com cenas que lembram Mulheres a beira de um ataque de nervos (1988), também do diretor. Ai que entra Penélope Cruz, que interpreta Lena, a atriz principal do filme Garotas e Malas. Mais uma vez no tipo de mulher sensual que enlouquece os homens. Penélope esbanja sensualidade, estando cada dia mais linda. E segundo o próprio diretor "Meu filme deve muito aos atores. Não apenas Penélope. Blanca (Portillo), Carmen (Machi), Lluis (Homar). Se alcancei alguma coisa em Abraços Partidos, foi por causa deles."
Pra quem acompanha a filmografia de Almodóvar vai perceber uma virada ao assistir Abraços Partidos, pois se até agora seus filmes eram focados no universo feminino e na figura da mulher, nesse filme está presente o universo masculino ao focar na vida de Mateo Blanco e sua dupla personalidade, uma do presente e outra do passado em uma trama de paixões violentas, traição, chantagens e ciúme.
Apesar de nos últimos anos Almodóvar ter feito grande sucesso nos últimos festivais de Cannes, o diretor chegou com muito favoritismo no festival, porem o filme passou despercebido pelos críticos, não levando dessa vez nenhum premio. Mas que não tira o mérito do filme, realmente Abraços partidos é um bom filme e vale a pena ser visto.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
O Homem Elefante (The Elephant Man) - 1980
Nada melhor que marcar um encontro em frente uma livraria, principalmente se a pessoa que está esperando atrasa. Em um ilustre dia como esse, ao esperar resolvi folhear alguns livros e encontrei um sobre Jack, o Estripador que não vou me lembrar o título, ainda mais porque existem mais de 200 livros sobre ele.... E nesse livro tinha uma foto de John Merrick como suspeito de ser Jack, o Estripador. Mas espere, quem diabos é John Merrick? Esclarecendo, John Merrick foi um cidadão inglês nascido em 1862 que era portador do caso mais grave de neurofibromatose múltipla registrado, tendo 90% do seu corpo deformado.
Perai, mas esse é um blog de filmes? Sim, vamos lá, com isso lembrei de um grande filme que tinha que assistir e estava guardado há tempos baseado na história de John Merrick, vulgarmente chamado de O Homem Elefante, cujo filme tem o mesmo nome.
O Homem Elefante é um filme de 1980, do grande diretor David Lynch, diretor também de Cidade dos Sonhos, outra grande obra. Apesar de ser um filme teoricamente recente, ele foi filmado em preto e branco com uma ótima fotografia. Destaque para Anthony Hopkins, que pra quem acustumou com o cruel personagem Hannibal Lecter, aqui vai ver um médico que faz o papel do Dr Treves, um médico solidário e que se torna o melhor amigo de John Merrick. John Hurt fez o papel do Homem Elefante, e sua maquiagem demorava 12 horas pra ser feita antes de cada filmagem. O filme mostra como o homem pode ser transformar em monstro e como um monstro pode se mostrar um ser mais nobre que o próprio homem. E como o próprio diretor David Lynch disse: "Se a Humanidade pudesse fazer um exame de consciência em pouco mais de duas horas , poderia se limitar a rever o Homem-Elefante"
Até mais pessoal.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Sunshine - Alerta Solar (Sunshine) - 2007

Danny Boyle sempre supreende com seus filmes, porem em um primeiro momento podemos olhar a capa, ler uma sinopse e achar que não passa de mais uma fórmula barata de fazer filmes com assuntos batidos. Engano nosso, sempre reparei em seus filmes um foco muito grande no drama, como se todo o restante do filme fosse apenas um complemento. Começou com o Trilher Cova Rasa de 94, onde vemos um crime entre amigos que desmorona toda a relação, em 96 usou a fórmula Drogas e dependencia pro seu melhor filme, Trainspotting, Sem Limites, Zumbis em 2002 no ótimo 28 days later, filme baseado no livro "Eu sou a lenda"... dentre outros.
Agora Boyle aposta no espaço, em uma viagem para o sol onde os tripulantes de uma nave tem o objetivo de salvar a existencia humana. Há claro uma semelhança com 2001 - Uma Odisséia no espaço de Kubrick e tambem Solares.
Nisso vamos assistindo a tensão dos passageiros, vivendo em um ambiente fechado e mostrando o outro lado de cada pessoa. O estilo meio Danny Boyle mesmo de se fazer filmes, porem de uma forma mais hollywoodiana, nova fase do diretor.
Seja para um fã de Treek, para quem gosta de efeitos especiais ou pra acompanhar mais um filme desse diretor. Vale a pena assistir. Inté mais pessoal
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
9 Canções (9 songs ) 2004
Estando de bobeira em casa e com pouco tempo pra assistir um filme, que tal pegar um filme cujo slogan seja "69 minutos de Sexo e Rock N'Roll"? Tentador hein... Pois eh..O diretor britanico Michael Winterbottom conhecido por produzir filmes de denúcias como "Caminho para Guantanamo" e "Neste mundo" apostou na formula pop: Sexo, Drogas e Rock N'Roll pra produzir este filme.
Tudo bem que é um tema muito explorado e o filme poderia ser mais um clichê, não fosse pelas cenas de sexo explicito intercaladas com shows de bandas da atualidade.
O contexto é o seguinte: Lisa é uma americana que esta estudando em Londres por um ano, conhece Matt, se apaixonam e a partir dai passamos a acompanhar o intenso relacionamento do casal que se desenvolve atraves do sexo e os shows que eles assistem juntos.
Nos shows estão presentes as 9 canções que da nome ao filme, e curioso é que cada canção tem a ver com o momento que estão passando no relacionamento. Dentre os shows temos: Black Rebel Motorcycle Club, The Von Bondies, Elbow, The Dandy Warhols, Primal Scream, Super Furry Animals e Franz Ferdinand.
Apesar da polêmica em torno, não se trata de um filme pornografico. O sexo por sexo, sem paixão e sem conexão se torna pornografia, ja em 9 canções, as cenas alem de transpirarem sexualidade, tambem transpiram a paixão vindo do casal, ou coisa assim...
No entando achei que o filme tem um roteiro meio fraco e falta um pouco de junção das partes, outra coisa é que o filme não parece te passar muita coisa, talves por consequencia do roteiro.
Mas se tratando de um filme curto, aproveitemos as belas cenas de sexo e um ótimo Rock N'Roll. =)
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Hotel Rwanda ( Hotel Rwanda) 2004
Hotel Rwanda é um filme baseado em trágico fatos reais ocorridos nesse mesmo páis no inicio dos anos 90, portanto vou fazer um breve resumo do que levou a esses fotos ocorridos no filme.Ruanda é um país africano localizado no centro do continente e proximo a Tanzania e Congo. Foi colonia da Alemanha até que com a derrota na 1ª gurra mudial o país foi entregue a Bélgica por ordem da Liga das Nações. O legado da bélgica foi muito mais duro que o da alemanha, e assim utilizando-se principalmente da igreja catolica, a classe alta de um grupo etnico conhecido como Tutsi era manipulado para reprimir o restante da população de maioria Hutus, outro grupo etnico predominante.
Por volta de 1960, o país foi dividido em Ruanda e Burundi e se tornaram independentes da Bélgica, nessa época Hutus radicais chegaram ao poder. Pulando alguns anos e conflitos a frente, em 1990 surgiram alguns conflitos politicos e economicos, e a Frente Patriótica Ruandesa, composta por milhares de Tutsi refugiados em paises vizinhos, começaram a lançar ataques contra o governo Hutu.
Em 1992 foi assinado um acordo de paz entre o governo e a FPR, foi quando em 1994 o avião em qu viajava o presidente de Ruanda é derrubado. Os hutus (no poder) atribuem o assassinado aos rebeldes Tutsis, e assim começa o genocidio em que mais de 500.000 pessoas forram brutalmente mortas, principalmente crianças, pois com isso os hutus estariam acabando com a próxima geração tutsi.
Bom.. vamos voltar ao filme.. o filme se passa em meio ao genócidio, e basicamente em torno de Paul Rusesabagina, intepretado por Don Cheadle (Crash, no limite) e sua a familia. Paul (Hutu) é gerente de um hotel de luxo em Ruanda, e tenta salvar sua familia (Tutsi)... Não irei entrar em muitos detalhes... Assistam ao filme. Choca em algumas cenas, mas vale a pena..
Um outro ponto tambem, é que o filme mostra o descaso do mundo com a situação de Ruanda durante a guerra, e que os líderes ocidentais alem de decidirem não fazer nada, ainda negam autoridade as forças da ONU, tendo como unica preocupação, tirar os cidadãos estrangeiros e deixar Ruanda a sua sorte.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 luni, 3 saptamini si 2 zile) 2007
Um grande drama Romeno que que foi exibido no Festival do Rio e foi vencedor do Palma de ouro, principal premio do festival de Cannes, o que pra todos foi uma surpresa, afinal como um filme tremendamente pesado e negro, que trata de um assunto tão delicado como o aborto, poderia ganhar o Palma?O filme e o roteiro é do tambem romeno Cristian Mungiu, e se trata do primeiro filme de uma série de filmes escritos por ele, chamada de "Contos da Idade de Ouro" que será inspirada na sua juventude.
O Tema apareceu em outros filmes como "O Segredo de Vera Drake" e "O Crime do Padre Amaro", mas o que impressiona em 4 meses, 3 semanas e 2 dias é que o aborto é mostrado de uma forma explicita. O filme não tem a intenção de discutir a legalidade ou não do aborto, tampouco a polêmica em torno do assunto como ser assassinato ou não, ou coisa que o valha... Há o aborto e como ele será feito e pronto. Talves por isso seja um filme tão impressionate e um pouco chocante. O palco para o filme tambem não podia ser outro, a Romênia tem um dos mais altos indíces de aborto ilegal do mundo. Nesse gráfico mostra que o número chega a 184 a cada 1000 mulheres.
O Aborto era legal na Romenia até o ano de 1966, quando o então líder da Romênia, o comunista Nicolae Ceauşescu, fez a famosa lei que baniria o aborto. As gerações seguiram cumprindo as expectativas do novo mundo comunista de Ceauşescu, com isso a população veio tendo um aumento e varias crianças nasceram dessa forma, sobre isso fala o diretor Mungiu: "Foi por isso que eu nasci e por isso achei importante fazer um filme como este".
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
A Outra História Americana (American History X) 1998

Um filme que ja tinha ha um bom tempo e resolvi assisi-lo nesse fim de semana que passou.
A outra historia americana é mais um dos tantos filmes nacionalistas que a indústria hollywoodiana gosta de fazer. Mas o que faz American History X ser diferente?
Talves porque o filme não cai em um clichê que estamos acostumados e mostra que a terra da liberdade está longe de ser uma terra livre. O Racismo nos EUA chega ao extremo, principalmente no sul do país, provavelmente uma herança do início do século passado, onde existiam até mesmo sociedades como a Ku Klux Klan, que apoiava a supemacia branca. A Ku Klux Klan reapareceu, e o racismo cresceu bastante depois da exibição do filme The Birth of a nation (O nacimento de uma Nação) , um dos mais pupulares filmes do cinema mudo, exibido em 1915, o filme glorificava a escravatura e mostrava brancos linchando um negro de maneira aprovativa. Voltando a American History X, Edward Norton interpreta um líder de uma gangue neonazista que após ser preso pela morte de 2 negros, toma conciência de seus atos, e que tem como obrigação agora fazer com que seu irmão mais novo não tome esse caminho. Algo interessante, é que o filme vai se desenrolando ao mesmo tempo que assistimos aos flashbacks em preto e branco, algo clássico, mas que vai dando um bom ritmo ao filme, algo assim meio Lost.
E como dizia Martin Luther King: "Aprendamos a viver juntos como irmãos; caso contrário, vamos morrer juntos como idiotas."
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Ploy (Ploy) 2007
Bom... reta final do semestre na faculdade e pouco tempo pra ver bons filmes. Não que não tenha assistido filmes ultimamente, e sim com uma frequencia menor e a maioria que assisti nesse mês de outubro, não vale a pena comentar.. heheMas agora duas coisas boas em conjunto, ferias da facul + Festivais e como primeiro filme dos festivais desse ano vou falar desse Tailandês que assisti ha uma semana atras. Ploy foi exibido no Festival de Cannes e foi dirigido e escrito por um cara tambem tailandês chamado Pen-Ek Ratanaruang (Last Life In The Universe). O tema central do filme é a dificuldade de um casal em manter um casamento depois de 7 anos de convivencia. Enquanto estão em um hotel, local onde basicamente o filme se passa, surge Ploy, uma jovem garota que faz com que se crie um jogo de ciumes e intrigas que pode trazer grandes consequencias. O filme tem seus meritos de suspense sendo uma mistura de trilher+ drama psicológico com forte carga erótica.
O filme lembra muito o estilo do cineastra coreano Kim Ki-duk, autor de Casa Vazia (que comecei a escrever um post falando sobre ele, um dia desse e não terminei) e Primavera, Verão, Outono, Inverno... Primavera.
Uma curiosidade é que o filme sofreu varios cortes pra ser exibido na Tailandia, por causa das cenas de sexo... bom, azar o deles.. hehe
domingo, 16 de setembro de 2007
Nação Fast Food (Fast Food Nation) 2006

Se você sempre pensou que a carne de hamburguer de um fast food era feita de minhocas, muito se engana, pode ser pior..
Sabe que após assistir esse filme eu cheguei a considerar a hipótese de deixar de comer carne? Pois é... No filme você verá mais a fundo como funciona uma rede fast food, conhecerá um matadouro e como os animais são (mal)tratados, igualmente maltratados são os funcionários do frigorífico, a maioria imigrantes mexicanos ilegais que segundo eles no filme, ganham 10 doláres por hora pra terem pernas mutiladas, serem humilhados ou coisa que o valha, quantia bem maior que ganharia trabalhando em seu pais por um dia. Tudo isso contado em três historia simultâneas. O Filme também mostra um pouco do processo de travessia da fronteira do México com Estados Unidos.
O Filme é do diretor Estadunidense (Por incrível que pareça) Richard Linklater, se não lembrou do nome lembrará de filmes como Antes do Amanhecer e Antes do Por do Sol e agora mostra seu lado Michael Mooriano como diriam alguns. E de elenco temos o Wilmer Valderrama, o Fez de That 70's Show fazendo papel de um mexicano imigrante, Bruce Willis aparece em uma ponta e temos também Avril Lavigne mas que passaria desapercebida num canto, se não tiver alguém pra gritar... Aquela ativista loira não é a Avril Lavigne? talvez...
Pra quem quiser ler, o filme foi baseado no Best Seller do New York Times de mesmo nome, porem não sei se já tem tradução.
Pra quem quiser aprofundar mais no assunto " malefícios do fast food", tem o documentario Super Size Me - A Dienta do Palhaço em que o diretor passa um mês se alimentando no Mac Donalds e depois vocês veêm o resultado. Ja para o tema imigração ilegal, o discovery tem passado alguns documentários sobre o tema, entre eles "Morrer tentando" que mostra a dura realidade da travessia para os EUA, dai você estará mais por dentro do assunto não se restringindo apenas aquela pseudo-ideia sobre o tema que você conseguiu seguindo as aventuras de Debora Secco em uma das ultimas novelas das 8. =)
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Capítulo 27 (Chapter 27) 2007

Ótimo filme, em que Jared Leto (Harry de Requiem para um sonho muito mais gordo) interpreta Mark Chapman que por sua vez interpreta Holden Caulfield.. Achou confuso?
Bom, o filme conta os ultimos dias tragicos que antecederam a morte do Beatle John Lennon pela pespectiva de Mark Chapman, o famoso assassino. Porem Chapman acreditava estar possuído por Holden Caulfield, personagem de Sallinger em seu livro "O Apanhador do campo de centeio", no livro Holden conta um pouco da "Droga de sua vida" ou coisa que o valha, termo usando pelo personagem em cada uma das pouco mais de 80 páginas. Para chapman o livro era como uma biblia sagrada.
Então o filme vai se passando entre o quarto de hotel e o Edifício Dakota em Manhattan. Ahh Dakota...Prédio famoso por suas figuras ilustres como, a amável Rosemary e seu bebê nem tão amável assim, lar de Paul Simon e onde Gene Simmons sonhou em morar um dia.. Ops... voltando ao assunto..
Chapman tenta conseguir um autografo, passando os dias em frente ao prédio, caminhando pelos "Strawberry Fields" do Central Park e inclusive arruma uma namoradinha beatlemaniaca vivida por Lindsay Lohan que ganhariam o prémio de casal mais estranho.
Não sou de contar finais de filmes, mas sim.. Vou contar. Jonh Lennon morre no final!
Chapman consegue seu autografo e assassina Jonh Lennon em 8 de dezembro de 1980.
Recomendo aos fãs de Beatles, aos fãs de Holden, aos fãs de Chapmam e os que não são fãs de coisa nenhuma e se tiverem oportunidade, leiam antes o livro do Sallinger, fácil de encontrar principalmente na web. São 26 capítulos, dai o porquê do nome do filme ser Chapter 27.
E após a leitura do livro, evitem incorporar Holden e sair por ai matando grandes ícones do Rock ou coisa que o valha.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Na cama (Em la Cama) 2005
Em la cama..donde amas, donde sueñas, donde engañas ...
Situação... Domingo as 7h30 da manhã, sem sono... uma boa hora pra assistir um filme enquanto se toma um bom café.. coloco o filme e vou pra cozinha fazer o café, quando gemidos cortam o som e ecoam por todo o prédio, corro para abaixar o som e resolver que não é uma boa hora pra assistir esse que é o segundo filme do diretor chileno Maías Bize.
Voltando ao filme em outra ocasião menos vexatória...
Bom... é um filme que apesar de ter apenas dois personagens (Bruno e Daniela) e se passar inteiramente num quarto de motel, não se torna chato ou cansativo em momento algum, e não pense que falo isso porque o filme tem um casal num cama de motel todo o tempo, afinal eles não poderiam fazer sexo durante os 85 minutos de filmes sem parar. O que torna interessante são também os dialogos, situações, dramas e guerra de almofadas, e atraves desses dialogos percebemos quem são esses dois personagens. Bruno (Gonzalo Valenzuela) Um pseudo-intelectual que diz ter criado uma teoria sobre filmes, em que se conhece as pessoas pelos filmes que assiste, mas na verdade não passa de um frequentador de shoppings e Daniela(Blanca Lewin) que é uma mulher mais pé no chão, mais direta e obiamente não assiste tantos filmes cultinhos que bruno cita. E nisso eles vão dividindo seus sonhos, suas verdades, suas mentiras, seus anseios e medos.
Ahhh Blanca Lewin.. Espero te encontrar em outros filmes...
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