quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

9 Canções (9 songs ) 2004

Estando de bobeira em casa e com pouco tempo pra assistir um filme, que tal pegar um filme cujo slogan seja "69 minutos de Sexo e Rock N'Roll"? Tentador hein... Pois eh..
O diretor britanico Michael Winterbottom conhecido por produzir filmes de denúcias como "Caminho para Guantanamo" e "Neste mundo" apostou na formula pop: Sexo, Drogas e Rock N'Roll pra produzir este filme.
Tudo bem que é um tema muito explorado e o filme poderia ser mais um clichê, não fosse pelas cenas de sexo explicito intercaladas com shows de bandas da atualidade.
O contexto é o seguinte: Lisa é uma americana que esta estudando em Londres por um ano, conhece Matt, se apaixonam e a partir dai passamos a acompanhar o intenso relacionamento do casal que se desenvolve atraves do sexo e os shows que eles assistem juntos.
Nos shows estão presentes as 9 canções que da nome ao filme, e curioso é que cada canção tem a ver com o momento que estão passando no relacionamento. Dentre os shows temos: Black Rebel Motorcycle Club, The Von Bondies, Elbow, The Dandy Warhols, Primal Scream, Super Furry Animals e Franz Ferdinand.
Apesar da polêmica em torno, não se trata de um filme pornografico. O sexo por sexo, sem paixão e sem conexão se torna pornografia, ja em 9 canções, as cenas alem de transpirarem sexualidade, tambem transpiram a paixão vindo do casal, ou coisa assim...
No entando achei que o filme tem um roteiro meio fraco e falta um pouco de junção das partes, outra coisa é que o filme não parece te passar muita coisa, talves por consequencia do roteiro.
Mas se tratando de um filme curto, aproveitemos as belas cenas de sexo e um ótimo Rock N'Roll. =)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Hotel Rwanda ( Hotel Rwanda) 2004

Hotel Rwanda é um filme baseado em trágico fatos reais ocorridos nesse mesmo páis no inicio dos anos 90, portanto vou fazer um breve resumo do que levou a esses fotos ocorridos no filme.
Ruanda é um país africano localizado no centro do continente e proximo a Tanzania e Congo. Foi colonia da Alemanha até que com a derrota na 1ª gurra mudial o país foi entregue a Bélgica por ordem da Liga das Nações. O legado da bélgica foi muito mais duro que o da alemanha, e assim utilizando-se principalmente da igreja catolica, a classe alta de um grupo etnico conhecido como Tutsi era manipulado para reprimir o restante da população de maioria Hutus, outro grupo etnico predominante.
Por volta de 1960, o país foi dividido em Ruanda e Burundi e se tornaram independentes da Bélgica, nessa época Hutus radicais chegaram ao poder. Pulando alguns anos e conflitos a frente, em 1990 surgiram alguns conflitos politicos e economicos, e a Frente Patriótica Ruandesa, composta por milhares de Tutsi refugiados em paises vizinhos, começaram a lançar ataques contra o governo Hutu.
Em 1992 foi assinado um acordo de paz entre o governo e a FPR, foi quando em 1994 o avião em qu viajava o presidente de Ruanda é derrubado. Os hutus (no poder) atribuem o assassinado aos rebeldes Tutsis, e assim começa o genocidio em que mais de 500.000 pessoas forram brutalmente mortas, principalmente crianças, pois com isso os hutus estariam acabando com a próxima geração tutsi.
Bom.. vamos voltar ao filme.. o filme se passa em meio ao genócidio, e basicamente em torno de Paul Rusesabagina, intepretado por Don Cheadle (Crash, no limite) e sua a familia. Paul (Hutu) é gerente de um hotel de luxo em Ruanda, e tenta salvar sua familia (Tutsi)... Não irei entrar em muitos detalhes... Assistam ao filme. Choca em algumas cenas, mas vale a pena..
Um outro ponto tambem, é que o filme mostra o descaso do mundo com a situação de Ruanda durante a guerra, e que os líderes ocidentais alem de decidirem não fazer nada, ainda negam autoridade as forças da ONU, tendo como unica preocupação, tirar os cidadãos estrangeiros e deixar Ruanda a sua sorte.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 luni, 3 saptamini si 2 zile) 2007

Um grande drama Romeno que que foi exibido no Festival do Rio e foi vencedor do Palma de ouro, principal premio do festival de Cannes, o que pra todos foi uma surpresa, afinal como um filme tremendamente pesado e negro, que trata de um assunto tão delicado como o aborto, poderia ganhar o Palma?
O filme e o roteiro é do tambem romeno Cristian Mungiu, e se trata do primeiro filme de uma série de filmes escritos por ele, chamada de "Contos da Idade de Ouro" que será inspirada na sua juventude.
O Tema apareceu em outros filmes como "O Segredo de Vera Drake" e "O Crime do Padre Amaro", mas o que impressiona em 4 meses, 3 semanas e 2 dias é que o aborto é mostrado de uma forma explicita. O filme não tem a intenção de discutir a legalidade ou não do aborto, tampouco a polêmica em torno do assunto como ser assassinato ou não, ou coisa que o valha... Há o aborto e como ele será feito e pronto. Talves por isso seja um filme tão impressionate e um pouco chocante. O palco para o filme tambem não podia ser outro, a Romênia tem um dos mais altos indíces de aborto ilegal do mundo. Nesse gráfico mostra que o número chega a 184 a cada 1000 mulheres.
O Aborto era legal na Romenia até o ano de 1966, quando o então líder da Romênia, o comunista Nicolae Ceauşescu, fez a famosa lei que baniria o aborto. As gerações seguiram cumprindo as expectativas do novo mundo comunista de Ceauşescu, com isso a população veio tendo um aumento e varias crianças nasceram dessa forma, sobre isso fala o diretor Mungiu: "Foi por isso que eu nasci e por isso achei importante fazer um filme como este".

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A Outra História Americana (American History X) 1998


Um filme que ja tinha ha um bom tempo e resolvi assisi-lo nesse fim de semana que passou.
A outra historia americana é mais um dos tantos filmes nacionalistas que a indústria hollywoodiana gosta de fazer. Mas o que faz American History X ser diferente?
Talves porque o filme não cai em um clichê que estamos acostumados e mostra que a terra da liberdade está longe de ser uma terra livre. O Racismo nos EUA chega ao extremo, principalmente no sul do país, provavelmente uma herança do início do século passado, onde existiam até mesmo sociedades como a Ku Klux Klan, que apoiava a supemacia branca. A Ku Klux Klan reapareceu, e o racismo cresceu bastante depois da exibição do filme The Birth of a nation (O nacimento de uma Nação) , um dos mais pupulares filmes do cinema mudo, exibido em 1915, o filme glorificava a escravatura e mostrava brancos linchando um negro de maneira aprovativa. Voltando a American History X, Edward Norton interpreta um líder de uma gangue neonazista que após ser preso pela morte de 2 negros, toma conciência de seus atos, e que tem como obrigação agora fazer com que seu irmão mais novo não tome esse caminho. Algo interessante, é que o filme vai se desenrolando ao mesmo tempo que assistimos aos flashbacks em preto e branco, algo clássico, mas que vai dando um bom ritmo ao filme, algo assim meio Lost.
E como dizia Martin Luther King: "Aprendamos a viver juntos como irmãos; caso contrário, vamos morrer juntos como idiotas."


quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Ploy (Ploy) 2007

Bom... reta final do semestre na faculdade e pouco tempo pra ver bons filmes. Não que não tenha assistido filmes ultimamente, e sim com uma frequencia menor e a maioria que assisti nesse mês de outubro, não vale a pena comentar.. hehe
Mas agora duas coisas boas em conjunto, ferias da facul + Festivais e como primeiro filme dos festivais desse ano vou falar desse Tailandês que assisti ha uma semana atras. Ploy foi exibido no Festival de Cannes e foi dirigido e escrito por um cara tambem tailandês chamado Pen-Ek Ratanaruang (Last Life In The Universe). O tema central do filme é a dificuldade de um casal em manter um casamento depois de 7 anos de convivencia. Enquanto estão em um hotel, local onde basicamente o filme se passa, surge Ploy, uma jovem garota que faz com que se crie um jogo de ciumes e intrigas que pode trazer grandes consequencias. O filme tem seus meritos de suspense sendo uma mistura de trilher+ drama psicológico com forte carga erótica.
O filme lembra muito o estilo do cineastra coreano
Kim Ki-duk, autor de Casa Vazia (que comecei a escrever um post falando sobre ele, um dia desse e não terminei) e Primavera, Verão, Outono, Inverno... Primavera.

Uma curiosidade é que o filme sofreu varios cortes pra ser exibido na Tailandia, por causa das cenas de sexo... bom, azar o deles.. hehe

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Holocausto Canibal (Cannibal Holocaust) 1979

Nessas ultimas semanas assisti a 2 filmes que tem toda uma propaganda sobre eles, um como o melhor filme de todos os tempos e o outro como o filme mais controvertido e polemico de todos os tempos... Mas deixando essas bobagens de lado, o primeiro foi Cidadão Kane de Orson Welles e o Segundo, Holocausto Canibal e criticos que me desculpem, mas apesar de ser um filme legal, pra mim Cidadão Kane está longe de ser o melhor filme de todos os tempos, agora voltemos ao segundo filme que é nosso objetivo. O filme é Italiano de 1979 do também italiano diretor Ruggero Deodato e se passa na divisa do Brasil com Peru, em plena floresta amazonica, local conhecido na época pela expressão "Inferno Verde". Temos como enredo um grupo de cineastas jovens e estadunidenses que vão para o "Inferno Verde" atrás de lendas de tribos canibais realizar um "Shockumentary", que se trata de um documentário com a intenção de chocar, e desaparecem... Um ano depois pesquisadores vão seguir os rastros desses jovens... e por ai vai..
O Filme passa a sensação que que as coisas que acontecem são mesmo reais, isso pela maneira que o filme é apresentado, técnica chamada de "Cinema Verité" que anos depois seria utilizada por Bruxa de Blair, pra ser ter ideia o filme foi retirado de cartaz na época e o diretor teve que se explicar as autoridades pois acreditavam que Cannibal Holocaust se tratava de "Snuff Movie", gênero em que os atores são mortos diante das cameras, outra coisa que sustentou essa ideia foi que os atores não voltaram a aparecer nas telas depois desse filme. Bruxa de Blair investe no medo do escuro e do sobrenatural, já Cannibal Holocaust investe no medo da violencia mesmo, medo do proprio ser humano.

Os anos 70 foram marcados pelos seus filmes repletos de ousadias, extremos e sem dúvida a Itália dos anos 70 é o maior berço de filmes polemicos e chocantes, e acertou ao usar a formula de chocar a custa de sexo, perversão e violência. Podemos citar ainda desse mesmo berço filmes como "Saló e os 120 dias de Sodoma" do memorável Passolini, "Emanuelle in América", de Joe D'Amato dentro outros.
Para quem quiser ver o diretor Ruggero Deodato atuando, ele faz uma pequena ponta no filme O Albergue 2, como um canibal, já era de se esperar ? =)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Paraíso Agora (Paradise Now ) 2005


Filme que já tinha a um tempinho guardado e demorei pra assistir, mas se soubesse o quanto o filme é interessante já tinha assistido há muito mais tempo...

Acredito que a questão Palestina Israel, são manchetes que apesar de drásticas na maioria das vezes, nem chamam mais tanta atenção, agora por exemplo fui no Google e pesquisei alguma noticia de hoje sobre o assunto, eis que encontro: Israel declara Gaza "Entidade inimiga" e fala em guerra ou Israel entra em Gaza e fere palestinos.
Essas noticias passaram a ser um lugar comum nos noticiários e jornais, e as pessoas se acostumaram.

Mas sair dos jornais e ir pra telas de cinema é outra coisa, ainda mais sendo um filme inteligente e que foca no lado emotivo e pessoal dos personagens centrais.
Esses personagens são Said e Khaled (Já viram como são comuns esses nomes?) que se preparam para um ataque suicida em Tel Aviv. O Filme mostrará a família, amores, e discussões por qualquer bobagens típica de árabes, desses dois personagens em meio as ultimas horas que antecedem o ataque.

Em 2006 o Filme venceu o Independent Spirit Awards melhor filme estrangeiro e foi indicado ao Oscar da mesma categoria, porem nesse ano a estatueta foi para o Sul-Africano Tsotsi que ainda num vi, então não sei dizer se foi justo o prémio... Como se algum prémio do Oscar fosse né? Acho que se tivesse ganhado, o filme não seria tão bom..

Motivos que fazem Parasise Now ser tão interessante?
1. É um filme palestino que mostra toda a cultura e modos daquele povo, me diz quantas vezes tem oportunidade de ver um filme palestino ganhador de prémio?
2. O Filme foi exibido no festival do Rio, que pra mim é a melhor referencia de bons filmes mundiais não Hollywoodianos, e por falar nisso vem ai a edição 2007.
3. Israelenses fizeram protesto em Israel e nos EUA pra tirar o filme da briga do Óscar (Até nisso tem conflito) alegando que o filme humaniza os homens bombas.
4. Você poderá assistir Apocalipse Now de Copola e fazer comparações tipo: O escolhido pra missão em Apocalipse Now será levado ao inferno, já em Paradise Now serão levados ao paraíso.
5. Trata-se de uma obra cinematográfica filmada na cidade cisjordaniana de Nablus, com um diretor e atores de origem árabe-israelense, uma equipe palestina, produzida por um judeu israelense com financiamento privado europeu, Uau... não é o máximo? =).